A ALFABETIZAÇÃO SOB A PERSPECTIVA DA TEORIA HISTÓRICO-CULTURAL DE VYGOTSKY
MARINHO CELESTINO DE SOUZA FILHO[1]
Vygotsky[2] é considerado, atualmente, um dos mais importantes estudiosos na área do conhecimento humano.
Desenvolveu seus estudos dentro da Psicologia, aplicando muitas dessas descobertas na área da linguagem humana e Educação.
Tendo formulado, dessa forma, uma teoria muito importante sobre a aquisição da linguagem humana.
Descreve o processo de pré-história da escrita, analisando estratégias que a criança utiliza para construir este conhecimento.
Para Vygotsky, o gesto é a primeira e (talvez) uma das formas mais relevantes de comunicação da criança, aliás, considera-o como uma palavra escrita no ar, depois vem o desenho.
Enfatiza ainda o papel do sujeito e vê na relação dialógica um dos meios de se desenvolver o autêntico conhecimento.
Por isso, afirma que a criança não constrói, individualmente, o conhecimento, mas, integra-o à sua cultura, ou seja, há uma relação dialógica e constante entre criança/conhecimento/ cultura.
Os trabalhos desse autor em muitos pontos se assemelham aos de Emília Ferreiro, apesar de Ferreiro ter se preocupado mais com a gênese da escrita, enquanto Vygotsky com a construção dos significados, ou melhor, para tão referido autor importava mais como a criança utiliza a escrita e a partir daí como ela constrói os significados.
Sendo assim, mostraremos agora o papel atribuído à linguagem pela Teoria Vygotskyana.
Sabemos que Piaget formulou a hipótese do conhecimento individual, ou seja, para esse autor, o conhecimento seria fruto de uma interação entre indivíduo/objeto a ser conhecido.
Se bem que não se possa discordar que a atividade do sujeito seja básica para a construção do conhecimento, isso não implica que a influência do professor e o tipo de interação que a criança estiver envolvida, não pesem nesta construção, isto é, a interação mediada pela linguagem pelo sujeito e pela cultura tem papel relevante, não apenas na construção do conhecimento, mas também no desenvolvimento de diferentes processos psicológicos, como a memória, a atenção, a formação de conceitos, etc.
Para tão referido autor, a linguagem age decisivamente na estrutura do pensamento, sendo uma das principais (quem sabe a única) ferramenta básica para construção do conhecimento e para Bakhtin também que além de privilegiar a relação dialógica entre os seres humanos, mostra-nos que é a linguagem humana que estrutura o pensamento, a consciência, talvez este seja um dos pontos mais importantes de confluência entre a teoria desses dois estudiosos da linguagem humana e do conhecimento.
Nesse aspecto, consoante Vygotsky, o conhecimento se constrói, num primeiro momento, de forma intersubjetiva (entre pessoas) e num segundo momento; de forma intra-subjetiva (no interior do sujeito).
Para Vygotsky, o conhecimento se dá na relação eu/tu e eu/eu, ou seja, a construção do conhecimento não é nem passiva e nem ativa, é interativa.
A criança ao nascer se integra em uma história e em uma cultura: a história e a cultura de seus antepassados próximos e distantes, que se caracterizam como peças importantes na construção do conhecimento da criança.
O aprendizado bem organizado para Vygotsky (1987: 11), gera o “desenvolvimento mental e “mexe” com várias outras etapas do desenvolvimento que de uma outra maneira seria impossível de ser realizado.” (grifos nossos).
Para tão referido autor, o aprendizado se dá muito antes da criança entrar para a escola, porque, desde o momento em que a criança nasce e até em seus primeiros anos de vida, ela se relaciona, inter-relaciona-se com diferentes sujeitos; adultos e crianças; situações; as quais lhe permitem criar sentidos outros sobre diferentes ações, diálogos e convivências.
Apesar de a criança apreender antes mesmo de chegar à escola, Vygotsky enfatiza a importância da escola para a construção do conhecimento da criança, já que para Vygotsky (op.cit., 95), o aprendizado escolar produz “novidade relevante ao desenvolvimento cognitivo da criança.” (grifos nossos).
Do exposto, percebemos a importância da teoria do conhecimento desenvolvida por Vygotsky para o processo de ensino-aprendizagem de uma determinada língua.
[1] Professor de Língua Portuguesa na Unijipa – União das Escolas Superiores de Ji-Paraná – RO e da E.E.E.F.M. Coronel Jorge Teixeira de Oliveira em Nova Londrina – Ji-Paraná. E-mails: marola_5@hotmail.com.br e marinho@unijipa.edu.br , Celular: 99094301.
[2] Para saber mais ver: VYGOTSKY, L. S. (1984). A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes. __________ , L. S. (1987). Pensamento e linguagem. São Paulo: Martins Fontes.
MARINHO CELESTINO DE SOUZA FILHO[1]
Vygotsky[2] é considerado, atualmente, um dos mais importantes estudiosos na área do conhecimento humano.
Desenvolveu seus estudos dentro da Psicologia, aplicando muitas dessas descobertas na área da linguagem humana e Educação.
Tendo formulado, dessa forma, uma teoria muito importante sobre a aquisição da linguagem humana.
Descreve o processo de pré-história da escrita, analisando estratégias que a criança utiliza para construir este conhecimento.
Para Vygotsky, o gesto é a primeira e (talvez) uma das formas mais relevantes de comunicação da criança, aliás, considera-o como uma palavra escrita no ar, depois vem o desenho.
Enfatiza ainda o papel do sujeito e vê na relação dialógica um dos meios de se desenvolver o autêntico conhecimento.
Por isso, afirma que a criança não constrói, individualmente, o conhecimento, mas, integra-o à sua cultura, ou seja, há uma relação dialógica e constante entre criança/conhecimento/ cultura.
Os trabalhos desse autor em muitos pontos se assemelham aos de Emília Ferreiro, apesar de Ferreiro ter se preocupado mais com a gênese da escrita, enquanto Vygotsky com a construção dos significados, ou melhor, para tão referido autor importava mais como a criança utiliza a escrita e a partir daí como ela constrói os significados.
Sendo assim, mostraremos agora o papel atribuído à linguagem pela Teoria Vygotskyana.
Sabemos que Piaget formulou a hipótese do conhecimento individual, ou seja, para esse autor, o conhecimento seria fruto de uma interação entre indivíduo/objeto a ser conhecido.
Se bem que não se possa discordar que a atividade do sujeito seja básica para a construção do conhecimento, isso não implica que a influência do professor e o tipo de interação que a criança estiver envolvida, não pesem nesta construção, isto é, a interação mediada pela linguagem pelo sujeito e pela cultura tem papel relevante, não apenas na construção do conhecimento, mas também no desenvolvimento de diferentes processos psicológicos, como a memória, a atenção, a formação de conceitos, etc.
Para tão referido autor, a linguagem age decisivamente na estrutura do pensamento, sendo uma das principais (quem sabe a única) ferramenta básica para construção do conhecimento e para Bakhtin também que além de privilegiar a relação dialógica entre os seres humanos, mostra-nos que é a linguagem humana que estrutura o pensamento, a consciência, talvez este seja um dos pontos mais importantes de confluência entre a teoria desses dois estudiosos da linguagem humana e do conhecimento.
Nesse aspecto, consoante Vygotsky, o conhecimento se constrói, num primeiro momento, de forma intersubjetiva (entre pessoas) e num segundo momento; de forma intra-subjetiva (no interior do sujeito).
Para Vygotsky, o conhecimento se dá na relação eu/tu e eu/eu, ou seja, a construção do conhecimento não é nem passiva e nem ativa, é interativa.
A criança ao nascer se integra em uma história e em uma cultura: a história e a cultura de seus antepassados próximos e distantes, que se caracterizam como peças importantes na construção do conhecimento da criança.
O aprendizado bem organizado para Vygotsky (1987: 11), gera o “desenvolvimento mental e “mexe” com várias outras etapas do desenvolvimento que de uma outra maneira seria impossível de ser realizado.” (grifos nossos).
Para tão referido autor, o aprendizado se dá muito antes da criança entrar para a escola, porque, desde o momento em que a criança nasce e até em seus primeiros anos de vida, ela se relaciona, inter-relaciona-se com diferentes sujeitos; adultos e crianças; situações; as quais lhe permitem criar sentidos outros sobre diferentes ações, diálogos e convivências.
Apesar de a criança apreender antes mesmo de chegar à escola, Vygotsky enfatiza a importância da escola para a construção do conhecimento da criança, já que para Vygotsky (op.cit., 95), o aprendizado escolar produz “novidade relevante ao desenvolvimento cognitivo da criança.” (grifos nossos).
Do exposto, percebemos a importância da teoria do conhecimento desenvolvida por Vygotsky para o processo de ensino-aprendizagem de uma determinada língua.
[1] Professor de Língua Portuguesa na Unijipa – União das Escolas Superiores de Ji-Paraná – RO e da E.E.E.F.M. Coronel Jorge Teixeira de Oliveira em Nova Londrina – Ji-Paraná. E-mails: marola_5@hotmail.com.br e marinho@unijipa.edu.br , Celular: 99094301.
[2] Para saber mais ver: VYGOTSKY, L. S. (1984). A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes. __________ , L. S. (1987). Pensamento e linguagem. São Paulo: Martins Fontes.
Essa interação se dá primeiramente no mundo externo ou quando a criança aos poucos percebe de si mesma? Que seu mundo não e mais o lugar escuro e liquido(placenta)Essa percepção de desgrudamento é interna? Segundo alguns teóricos ao perceber -se de si,da sua existencia a criança começa explorar seu novo contato desconhecido ,por meio do expreimentar, chorar e explorar.Então querido profº estou em dúvida,quanto a colocação destas teorias,precisamos conversar mais a respeito,que tal um almoço na minha casa?
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