sábado, 28 de fevereiro de 2009

AVALIAÇÃO.

AVALIAÇÃO[1]

“(...) Por isto é que somente os oprimidos, libertando-se, podem libertar os opressores. Estes, enquanto classe que oprime, nem libertam, nem se libertam.” (Paulo Freire).

Conceito: Avaliação é um processo de reflexão contínua sobre uma ação, em um contexto coletivo para compreender o específico, buscando mudanças necessárias no processo educacional.
Existem duas modalidades de avaliação: a objetiva e a descritiva.
Muitas escolas vêm adotando a colaboração de pareceres descritivos em termos de registros de atribuição de notas ou conceitos classificatórios na análise do trabalho desenvolvido junto aos alunos. Muitos professores passaram a fazer relatos por escrito sobre o desempenho dos educandos, principalmente, nas pré-escolas e séries iniciais, e atualmente, no ensino fundamental e médio.
Esta é uma tarefa que não é muito fácil!
É compreendendo a dificuldade dos professores em avaliar continuamente que as teorias neste campo nos remetem a um desafio permanente de em todos os momentos prestarmos atenção em todos os alunos e refletir profundamente sobre a ação de avaliar o cotidiano escolar.
A Avaliação deve ser contínua, para que possa cumprir sua função de auxílio ao processo de ensino-aprendizagem. Na Avaliação, o que importa é aquela que é feita no processo, quando o professor pode estar acompanhando a construção do conhecimento pelo educando. Avaliar na hora que precisa ser avaliado, para ajudar o aluno a construir o seu conhecimento. Verificando os vários estágios do desenvolvimento dos alunos e não os julgando apenas num determinado momento estanque; geralmente; o da prova.
Avaliar o processo e não simplesmente o produto, ou melhor, avaliar o produto no processo.
A Separação entre a Avaliação e o processo de ensino-aprendizagem, fazer-se a Avaliação não só no cotidiano do trabalho em sala de aula, mas, em momentos especiais, com rituais especiais; causaram sérios problemas para a Educação Escolar. Em nome da suposta Objetividade, da Imparcialidade, do Rigor dito Científico; chegou-se a uma profunda desvinculação da Avaliação no processo educacional.
Provas preparadas, aplicadas e corrigidas por outros que não os professores das respectivas turmas, eram sinônimos de qualidade de ensino. É óbvio que toda esta ênfase não passou despercebida pelos alunos, que, por sua vez, começaram dar destaque especial também. Introduzindo, assim, uma distorção no sentido da Avaliação, notadamente, através de um sintoma – a Cola.
No seu verdadeiro sentido, a Avaliação sempre faz parte do processo de ensino-aprendizagem, pois, o professor não pode propiciar a aprendizagem, a menos que esteja constantemente avaliando as condições de interação com os seus educandos. Está relacionada ao processo de construção do conhecimento.
Pela avaliação, o professor vai acompanhar a construção das representações de mundos possíveis ou imaginados no aluno, percebendo onde se encontra, bem como as elaborações sintéticas, ainda que provisórias, possibilitando a interação na perspectiva de superação do senso comum.
A Avaliação deve ser considerada um processo para contribuir nas tomadas de decisões referentes à Educação, como: melhoria do ensino, da aprendizagem e ainda das relações que permeiam professores, alunos, enfim, todas as pessoas envolvidas no processo, isto é, na arte de educar.
Por conseguinte, a Avaliação nunca deve ser um fim por si só, não deve ser usada como uma arma contra o aluno com poderes de aprovar ou reprovar, premiar ou punir de justificar, julgar e selecionar numa escala de valores; de notas ou conceitos “os mais capazes e os menos capazes”.
Por isso, a Avaliação deve se constituir num instrumento participativo, o que significa dizer que a Avaliação possibilita fazer a correção das distorções no processo de construção do conhecimento através do estabelecimento de critérios e instrumentos próprios.
Referências Bibliográficas:
HOFFMANN, Jussara Maria Lerch (1993). Avaliação mediadora: uma prática em construção da pré-escola à universidade. Porto Alegre: Educação e Realidade.
LUCKESI, Cipriano Carlos (1986). “Avaliação Educacional Escolar Para Além do Autoritarismo.” Revista da Ande, (10): 47-51, (11): 47-49, São Paulo.
[1] Marinho Celestino de Souza Filho, Mestre em Lingüística é professor da Unijipa – União das Escolas Superiores de Ji-Paraná e da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Coronel Jorge Teixeira de Oliveira.

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